Espinhos
No início não rolava nada. Tínhamos um único ponto em comum: Crescemos no mesmo bairro.
Depois, a companhia foi ficando agradável, rolou um beijo, dois... Transamos e fizemos um filho. Dois desconhecidos, irresponsáveis e bêbados. E agora pais!
No último mês, quando nos reencontramos, era por pura obrigação. Da minha parte rolava carência também, afinal, estava grávida e super sensível.
A criança nasceu e a aproximação veio naturalmente, devagar... e virou amor.
Um amor estranho, diferente, novo e confuso.
Muitas cobranças, traições e dúvidas.
O amava tanto, mas tanto que até doía!
Depois, veio a 1ª casa, a 2ª, a 3ª... Muitas idas e vindas, muitas brigas, barracos e perdão.
Aprendi a perdoar e a deixar o orgulho de lado, várias vezes!
Persistia, na esperança de que, no final daria tudo certo.
Esse final ainda não chegou e hoje o amor já não dói. Ele cresceu, se fortaleceu, mais a dor passou.
No lugar dela veio a paz tão esperada. Não sei até quando, mas AGORA estamos em paz.
O amor não tem que doer. Os espinhos fazem parte, mas tem que haver a flor, a cor e o perfume, senão não vale a pena.
Amo-te, hoje mais do que nunca!
Escrito por Thais Zimerer às 07h26
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