| |
Churrasco de gato
Criava de tudo em casa: Cachorro, papagaio, preá, hamster, marreco, tartaruga, mico, coruja e até um urubu (teve que soltar, pois a mesada não dava pra alimentação). Só não criava gatos! Detestava gatos. Já perdera muitos passarinhos pra esses predadores e odiava-os por isso.
Pegar, judiar e matar os bichanos transformou-se no seu melhor passatempo. Judiava mesmo, sem dó (coisa de menino).
Um dia, pegou a carne de alguns deles, limpou, temperou e chamou os amigos para o “churrasco”. A carne era dura, mais osso do que carne, lembrava frango... Comeram assim mesmo!
De tanto treinar nos coitadinhos dos felinos, aperfeiçoou-se na arte de tirar-lhes o couro. Matava-os, arrancava-lhes a pele e as esticava como um troféu.
Certa vez uma vizinha procurou-lhe, chorando muito. Queria saber do seu gato que havia sumido.
- Garoto, você matou meu gato? Pode contar, não vou me zangar. Só preciso saber se ele morreu mesmo.
Ele, orgulhoso, levou-a até a varanda dos fundos e mostrou-lhe os couros dos bichos esticados. O cheiro era horrível!
- A Sra. reconhece alguma dessas peles?
A pobre da vizinha saiu chorando, desesperada, com o couro do gato na mão...
Algumas décadas se passaram e ele amadureceu.
Do “zoológico particular” sobrou apenas o papagaio, dois cães, alguns jabutis (seis ou sete, eu acho) e... Um gato...
O bichano apareceu por lá uma, duas, três vezes... Começou a comer ração pra cachorro, ganhou um nome e um colo. À lista de compras foi adicionado mais um item: Ração para gatos.
O “garoto” passou de fase e casou-se, mas não pôde levar o miau. Afinal, já estava se mudando com um cachorro, não havia espaço pros dois bichos.
Hoje, quando raramente liga, vai logo perguntando:
- E o gato, ta comendo? Ta cuidando dele direito? Tem ração? Olha lá, não vai deixar ninguém judiar do bichinho...
E quem disse que as pessoas não mudam?
Escrito por Thais Zimerer às 09h16
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
A vida sem paixão não vale a pena
Será que existe uma forma certa de viver?
Que “padrões” são esses que a sociedade tanto impõe pra gente?
Sempre discordei deles e levei a vida sem pensar muito, ouvindo mais o coração e deixando a razão de lado.
Apanhava muito, é verdade, mas vivia intensamente e sem medo.
Com a maternidade as coisas mudaram (ou, pelo menos, tinham que mudar, não é mesmo?), a vontade de cair no mundo continuava forte, mas “você tem que pensar no futuro do seu filho”, “não pode viver assim pra sempre”, “tem que criar raízes, sossegar o facho” e blá...
O coração continuou ali, gritando forte pra você não se esquecer dele, não se esquecer de você nem de seus sonhos...
Ao mesmo tempo vinha a razão (empurrada, imposta, mas vinha). Vou tomar jeito na vida – pensava.
A vida continuou firme (igual prego na bosta), sossegada (demais pro meu gosto) e besta!
Que vida besta eu estava levando! Mas era assim que tinha que ser, não é?
NÃO, NÃO É!
Não sou eu, não era eu! Era outra pessoa, outra mulher...
- Sai desse corpo que não te pertence – diz o pastor
Pois bem, saiu!
Meu filho, já grande, entende mais as coisas e não é mais tão dependente de mim como antes... Escova os dentes sozinho, toma banho e se veste. Já aprendeu até a dar aquele tão difícil laço no tênis.
Então, toquei um FODA-SE bem grande pra todo mundo. Não me importa o que pensam, vou seguir meu coração, que ficou calado tanto tempo...
Mas agora ele vai falar, vai escrever, vai pintar, vai gritar, vai berrar se for preciso.
Pra todo mundo ouvir:
VOU CUIDAR DA MINHA VIDA, VOU CUIDAR DE MIM!
Voltei, estou de volta. Diferente, mas de volta...
Antes tarde do que nunca.
Afinal, a vida sem paixão não vale a pena.
Escrito por Thais Zimerer às 10h01
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Éramos sete
A casa era grande, três quartos, sala ampla, cozinha espaçosa e um quintal enorme, bom pra dar festas.
E como gostávamos de festa! Éramos 7 moradores (fora os flutuantes, visitantes, passantes, desejados e indesejados), cada um mais diferente do outro, mas unidos.
Um Dj, um casal casado, um casal ficante, um homossexual e euzinha, gravidíssima, no meio daquela loucura toda!
Eu amava, sempre adorei casa cheia... Nossas reuniões sempre foram ótimas, ou em volta da mesa, ou em volta da tv, assistindo um bom filme (locado com a grana suada da vaquinha).
O cardápio era sempre farto. Um dia comida chinesa, no outro tailandesa... (sempre na vaquinha). Os homens da casa adoravam cozinhar, e cozinhavam bem.
À noite, quando eu chegava do trabalho eles estavam saindo pra balada... Quando eu acordava, eles estavam chegando.
Eu, com aquele barrigão, era mimada por todos. A preocupação comigo era geral! Era mãezona (literalmente, enorme) e filhona de todos ao mesmo tempo.
No meu chá de bebê ganhei (entre outras coisas) mais de 120 pacotes de fralda; pra levar isso e todo o resto no ônibus foi uma loucura!
Muitas lágrimas na despedida...
Na bagagem, levei também o apoio, a saudade e o carinho de todos.. Junto com ela, o medo do que viria pela frente... De como seria recebida e tratada por pessoas tão diferentes de mim, tão alheios ao que vivi...
Passado tudo isso, dia a dia, mês a mês, ano a ano...
Anos vividos na espera de poder voltar, praquele lugar, de onde nunca deveria ter saído... Mas, se não tivesse saído, não poderia voltar agora, mais forte e pra sempre, se Deus quiser!
Escrito por Thais Zimerer às 12h40
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
O poder que sai da boca
Meu ex-marido (o primeiro) costumava dizer que as palavras tem um enorme poder, e eu concordo com ele.
Quando apenas pensamos em algo, aquilo fica ali, remoendo na cabeça, martelando... Mas só na nossa cabeça...
A partir do momento que colocamos pra fora, que falamos o que pensamos (sem pensar antes de falar ) a coisa toma outras proporções, se materializa, passa a existir pra outras pessoas e, dependendo do que for, pode tomar proporções enormes.
“O sábio não diz o que sabe e o tolo não sabe o que diz”. É a mais pura verdade.
Eu sou uma pessoa que frequentemente falo sem pensar, dou ratas fenomenais e, às vezes, magôo pessoas. Normalmente eu me toco e peço desculpas. Mas isso não diminui o que o outro sentiu ao ouvir, não apagou o que foi dito... Tarde demais!
Isso não aconteceria, se pensasse antes, se filtrasse palavras, cuidasse mais do que sai da boca.
Mas não sou a única, hão de reconhecer aqueles que se identificarem comigo.
Desculpas são necessárias e é uma virtude saber pedi-las, mas o ideal é que nos déssemos conta do poder das palavras e do efeito que elas surtem.
Seria ideal se pudéssemos falar só coisas boas, ou, ficássemos calados se o caso fosse o contrário.
Verdades precisam ser ditas, mas com cuidado e cautela.
Sabe aqueles balõezinhos de histórias em quadrinhos, que saíam caveiras e raios quando algum personagem xingava? Pois é, vamos tirar eles dali (ou pelo menos tentar) e colocar flores e coraçõezinhos no lugar...
Pensar mais antes de dar poder às palavras, esse é um dos meus propósitos de hoje em diante.
Àqueles que magoei, peço desculpas e àqueles que me magoaram, ofereço as minhas...
Beijocas...
Escrito por Thais Zimerer às 14h43
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Cuca Bar

Fomos a um bar muito legal certa vez.
Do lado de fora era normal, como todos os inúmeros bares que existem em Goiânia.
Som pesado, metaleiros, Harley Davidson ambiente descontraído e cerveja gelada.
Dentro, o dono colocou aquelas poltronas de ônibus, com mesinhas à frente. O banheiro não tinha porta, no lugar dela havia uma lona daquelas de caminhão, toda preta.
A idéia era original, principalmente naquela cidade tão careta (pelo menos na época).
O que mais me chamou a atenção foi o nome do lugar: “Vai tomar no Cuca bar”.
Na fachada tinha um letreiro luminoso com a foto da Cuca (aquela lá mesmo, do Sítio).
Bebemos, nos divertimos e fomos embora...
Dias depois, resolvi voltar lá e apresentar o lugar para alguns amigos. O problema é que eu não sabia exatamente onde ficava, sempre fui péssima de rumo. O jeito foi perguntar...
Paramos num pit dog e lá fui eu:
- Boa noite! Estamos procurando um bar aqui perto...
- Pois não, qual o nome do bar?
- Vai tomar no Cuca Bar.
- Vai tomar você, sua p...
Nossa, saiu tanto palavrão daquela boca! Eu não entendi nada e tentei me explicar:
- O senhor não entendeu... Vai tomar no Cuca Bar é o nome do lugar!
- Vai tomar você, eu já disse! Vai embora daqui, sua .......
Os meus amigos ficaram morrendo de rir dentro do carro, e eu ali, à mercê daquele doido!
Tudo bem! Voltei pro carro correndo do maluco e paramos mais adiante.
Desta vez perguntei de lá de dentro mesmo: - Moço, sabe onde fica um lugar que se chama Vai tomar no Cuca Bar?
O cara começou a me xingar, eu e meus amigos ríamos da situação. Aí que ele ficava mais puto!! Quase nos agrediu, foi hilário...
Resolvemos fazer a última tentativa, mas ainda não tínhamos nos recuperado do riso. Paramos e lá vou eu, de novo, perguntar:
- Moço, estamos procurando um bar que tem um nome muito estranho.
- Qual o nome do bar?
- É um nome diferente....
- Fala logo menina, como chama o bar?
- Eu vou dizer, mas não pense que é gozação não...
- Fala criatura!
- Vai tomar no Cuca Bar – perguntei, já dando um passo pra trás, contendo o riso
- Vai tomar você, sua galinha...
E veio pra cima de mim! Pra minha salvação, o filho dele estava perto e conhecia o bar. Explicou pra ele a situação e finalmente conseguimos chegar ao nosso destino!
Esse bar ainda existe, mas não pretendo voltar lá. Principalmente, pq não sei onde fica!
(Essa é pra vc Fernandera, pra descontrair!)
Escrito por Thais Zimerer às 09h50
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Dragão tatuado no braço
Sempre teve um “pé na lama”.
Sentia uma atração pelo errado que não sabia explicar. Adorava motoqueiro, cabeludo, tatuados e afins.
Aos treze anos fez um cogumelo no tornozelo, matava aula, ia a bares e fingia que bebia, só pra aparecer. Achava aquilo tudo o máximo!
Comprou um maço de cigarros e aprendeu a fumar na marra.
Sábado era o dia de glória. Botava uma jaqueta com estampa de caveira (que ela mesma desenhou e pintou), um jeans apertado, tatoo à mostra e cigarro na mão... Passava o dia todo no shopping, fumando, andando, andando e fumando...
Um “amigo” da escola deu-lhe uns comprimidos certa vez... Ela amou e começou a comprá-los. Na seqüência vieram outros comprimidos, começou a beber e fumar outras coisas. Como conseqüência, repetiu de ano três vezes consecutivas.
Aos 21 quase foi indiciada por estelionato, formação de quadrilha, apropriação indevida e falsidade ideológica... Se não fosse a intervenção do padrasto (pobre, mas influente) teria ido “em cana”.
Com a cara e a coragem, mudou-se pra longe, lugar turístico, mente aberta, mais liberdade e novas experiências.
Envolveu-se com o traficante da cidade. Lindo, olhos verdes, carioca, dragão tatuado no braço (aquele da baby Consuelo) e crack!
Não tinham morada certa, pulavam de pousada em pousada. A mala sempre pronta pra fugir dos “home” e adrenalina sempre a mil.
Com o tempo foi cansando, emagrecendo e tentando (em vão) persuadi-lo a parar com aquilo, vender pastéis na praia, ter um filho e violetas na janela...
Deus é sábio e o filho nunca veio.
Apesar da falta de lucidez, algo lá dentro dizia que aquilo não estava certo, que tinha que mudar...
A razão falou mais alto e ela foi embora, malinha na mão e nem um centavo no bolso! Amigos não tinha mais, emprego ninguém lhe dava...
De onde menos esperava veio a ajuda, o apoio, a salvação.
Foi difícil, foda mesmo!
Fortaleceu-se, voltou a trabalhar e reconquistou a confiança de todos.
Já com um filho de três anos, outro lugar, outros princípios e outra vida, recebeu a notícia: Ele havia sido morto, assassinado pelas costas, seu corpo largado no lixão da cidade, os olhos verdes fechados pra sempre...
Chocou-se com a notícia, embora já soubesse que ela viria... Com o choro, veio o alívio de saber que fez a coisa certa daquela vez.
O crime não compensa, não é chavão!
A amizade e a família são os bens mais preciosos do homem.
Obrigada Leninha, essa é pra vc! Minha amiga querida, que me ajudou nas noites de febre, me botou pra cima e acreditou em mim, mesmo quando eu mesma não acreditava mais...
Te amo Lê, sinta-se beijada!
Escrito por Thais Zimerer às 10h40
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Re: "Tudo por uma bela mãe"
Li hoje uma crônica ótima do Xico Sá (http://blonicas.zip.net/index.html) e vou tentar (desculpe o atrevimento) descrever o outro lado da coisa...
Primeiro vem a notícia bomba da gravidez. Exames chatos todo mês, enjôos, quilos e quilos a mais, dor nas costas e nariz de batata.
Nasce a linda criança com cara de joelho. Fraldas, amamentação, rachadura no bico do peito, dor, dor, dor... O leite tá fraco e o pediatra receita o tal Leite Nam que custa uma fortuna a lata...
Três meses: Começa a procura pela babá perfeita (que não existe) e aquele aperto no peito na hora de ir trabalhar.
Depois aprendem a sentar, andar e a falar coca-cola...
Dificuldade pra entender o “não” e facilidade pra dizer “me dá”, “eu quero”.
Com três anos é tempo de ir pra escola. Na hora do tchau o aperto no peito vem com lágrimas e um sentimento de angustia (meu Deus! Ele tá crescendo). Mas só da sua parte, pq o “bebê” nem olha pra trás e dá birra quando tem que largar o tão querido parquinho de areia...
No quinto ano vc entra na rotina e começa a emagrecer. Perde 1 quilo e já é o suficiente pra festejar!!
Mais magra, conhece um cara legal e pede pra amiga ficar de babá pro 1º encontro.
Vinho, beijos, carícias... Na hora do “Não vai, fica! Dorme aqui” ele recebe a resposta: “Não posso, o filhote tem escola amanhã, e tenho que trabalhar...”.
“SE” ele voltar a te procurar, vem o desespero na hora das apresentações e o questionário mais difícil de responder do mundo:
- Mamãe, quem é ele?
- Mamãe, cadê o papai? Tô com saudade...
- Mãe, não quero ficar com a titia. Quero ir com vc...
E, se depois disso tudo e muito mais, o romance continuar, parabéns!
Você e seu filho só têm a ganhar.
Junto com uma longa jornada pela frente, vem um pretendente a pai e a marido.
Você nem se preocupa tanto com o lado marido, mas com o lado pai...
Será que ele vai amar seu filho? Cuidar, respeitar, educar...
O medo é enorme, mas a vontade de ir em frente e pegar esse "tesouro" pra si é maior.
Aí eu te pergunto: Cadê ele? Onde encontro? Existe um mapa?
Sei não...
Só sei que o tesouro mais precioso está aqui, do meu ladinho... Sem precisar procurar...
E a recompensa está no simples fato de ouvir o finalzinho daquela prece na hora de dormir:
"... e proteja a mamãe, que é a minha vida, minha privada entupida”.
Escrito por Thais Zimerer às 11h37
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Bicho de goiaba
Comprei um pé de goiaba certa vez.
Sempre adorei laranja, mas tava tão sem opção que comprei a goiabeira mesmo.
Sabia, lá no fundo, que não poderia colher as laranjas que tanto gostava em um pé de goiaba, mas pensei: Vou cuidando, dando carinho, amor, regando, podando... Quem sabe eu consigo?
Não comprei enganada, é verdade, comprei pensando que as coisas mudam. Que tudo depende do nosso esforço e blá, blá, blá...
Colhia as goiabas e as comia “fazendo de conta” que eram laranjas.
Os bichos foram aparecendo. No começo eram poucos, eu tirava aquele pedaço bichado e ia em frente.
Fui enjoando de goiaba, sabia que elas me faziam mal e que as laranjas eram melhores: Não davam bicho, tinham muita vitamina C e não prendia meu intestino, mas continuei com a goiabeira assim mesmo. Acreditando no impossível, fiquei seis longos anos cuidando dela. Até que, num belo dia, eu caí na real, enchi o saco e joguei a droga fora.
Rapidinho apareceu outra pessoa e catou aquela goiabeira bichada pra si. Uma pessoa que, diferente de mim, não gosta de laranjas, pq nunca as conheceu e que vai se contentar com os bichos que aquele pé de goiaba vai dar pra ela.
Pq é só isso que aquela goiabeira sabe dar: Bichos!
Pros outros eu só tenho a dizer, por experiência própria:
Não adianta esperar laranjas de uma goiabeira, simplesmente pq
PÉ DE GOIABA NÃO DÁ LARANJA!!!!
Thais Zimerer
Escrito por Luna às 11h20
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Aprendendo a ser forte
Ela era uma boa garota. Detestava estudar, mas sempre trabalhou.
Saiu de casa aos 21 anos, com a cara e a coragem que essa idade permite, e foi pra uma cidade litorânea.
Cidade pequena, água de côco, topless, muita liberdade e... Drogas!
Lá o acesso a elas era muito fácil. Encontrava 10 pessoas pra cheirar com ela e ninguém pra repartir um pf.
Apesar disso, continuava guerreira, trabalhando e tentando ser feliz naquele paraíso.
Fez grandes amigos. Alguns espalhados pelo mundo e outros que continuam lá. Nunca perdeu o contato com eles, nem a vontade de voltar. Voltar praquele lugar, que com o tempo ficou tão distante.
No início sentia MUITA falta, mas não havia o que fazer. Filho recém nascido, situação financeira totalmente instável, total falta de apoio pra voltar. – “Vai voltar a viver na esbórnia”. – alfinetava sua mãe.
O tempo foi passando e as lembranças foram se apagando, tipo foto de Polaroid. Foi se acostumando àquele novo lugar que sempre detestou e àquelas pessoas que subestimava foram fazendo parte da sua vida.
Fez amigos (grandes amigos) e conheceu pessoas que, agora, moram no seu coração.
Parou de cheirar. Fortaleceu-se, amadureceu, aprendeu mais.
Achava que sabia muito, que aquela vida no litoral havia lhe ensinado tudo... Mas não! O mais importante ela aprendeu lá, naquele bairrinho, naquela rocinha... Aprendeu que as coisas acontecem na hora certa e que é preciso criar raízes. Não dá pra viver daquela forma pra sempre!
Afinal de contas, agora não estava mais só. Tinha seu filho, que precisava dela pra ser feliz, Que precisava que ELA estivesse bem, pra ficar bem também.
Aprendeu que o tempo é sábio. Que a família é tudo e os amigos também.
Aprendeu a nunca confiar demais num homem, nem numa mulher...
Aprendeu a fazer rabada e farofa de tatu...
E o mais importante: REAPRENDEU a ter coragem, coragem pra voltar praquele lugar. Voltar pra sua praia, pro seu sol, maré baixa, lua cheia... Água de côco e topless...
Sabia que não seria fácil, mas encararia a barra mesmo assim.
Não voltaria só. Seu tesouro iria com ela.
Do bairrinho levaria muitas coisas: Novas amizades, amizades antigas e mais fortes do que nunca, sua tv, seu dvd...
E saudades... Saudades do que poderia ter sido e não foi. Mas não por sua culpa! Ela fez o que pôde. Foi até o fundinho do poço, achou a mola e voltou!
Voltou mais forte, mais decidida.
Sabe que momentos difíceis virão, a deprê nunca vai embora pra sempre, permanece ali, esperando só uma brechinha pra emergir...
Mas sabe também, que PODE! Pode ser feliz, pode mudar tudo de novo, pode usar tudo que aprendeu a seu favor. Pode contar com os amigos que ficaram lá no litoral e com os que na rocinha permanecerão!
Ela tá indo, com coragem e medo... Mas tá indo e isso é o que importa.
Indo pra ficar, criar raízes e correr atrás daquilo que todo mundo quer:
A tal da dona FELICIDADE!!!
Thais Zimerer
Escrito por Luna às 10h22
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
O tempo
Sábio aquele que disse que “o tempo é o melhor remédio”. Batido, mas é verdade. Minha amiga Jô sempre diz isso (está sentindo na pele, né miga?) e está certíssima.
Nossas emoções são muito loucas, ou pelo menos as minhas. Sou capaz de mudar meus planos em questão de segundos. Isso se reflete também no meu estado de espírito, que oscila numa rapidez impressionante.
Ontem me informei sobre cursos de Yoga (gratuitos, claro) e vou começar em março. Ou Yoga ou terapia... Optei pelo Yoga, que cuida do corpo e da mente. Acho que vai ser legal!
Outra coisa que queria deixar registradinho aqui no nosso espaço:
Pra vc, que por acaso ou não, ler essa ou qualquer outra mensagem: Comente, é legal e gratificante...
Lili, obrigada pelo comentário. Acredite, suas palavras também vão me ajudar a passar por isso!
Às demais, creiam que as coisas passam e mudam SIM!! Graças ao nosso companheiro de todas as horas: O tempo.
Thais Zimerer
Escrito por Luna às 09h25
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
O Garfield é que é feliz!
A noite de ontem foi tranquila, nem chorei!
Caiu um temporal que só parou hoje de manhã. Tive que chegar mais tarde no trabalho por causa disso e, consequentemente, saio mais tarde. Saco!
Dei de cara com “Ele” quando levava meu filhote pra casa da avó. Foi estranho...
Eu sei que fiz o melhor, que tudo vai passar, que nada melhor do que um dia após o outro e blá, blá, blá... Mas tá complicado. Complicado discernir o que eu tô sentindo... Às vezes me arrependo, outras vezes tenho certeza de que fiz o certo...
Como o ser humano é besta. Queria ser um gato! Um gato bem gordo, tipo o Garfield, pra poder comer muita lazanha, me entupir de comida.
Comer é bom demais, credo!
Tô fazendo caminhada forçada, pra economizar a grana do ônibus. Quando fizer um mês, vou me pesar (estou com 54 agora). Vamos ver o quanto emagreço...
Thais Zimerer
Escrito por Luna às 10h30
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Saudades...
Tchau Greta
Ele se foi, não sei se tarde, não sei se na hora certa... Sei que se foi e junto com ele, meus sonhos, meus planos, meus desejos, minhas expectativas e a Greta.
Greta linda, minha (dele, nossa) fiel cadela. Uma pit Bull amarela M A R A V I L H O S A e mais dócil que eu, muito mais!
Não dava pra ficar com ela. Muito trabalho, muita mágoa, raiva, deprê... Não ando dando conta nem de mim direito. Falta paciência até com meu filho lindo, imagina com ela?
Ela merece um dono legal, que vai passear, amar, dar banho e blá, blá, blá...
De bom ficou só o quintal, limpinho e sem cheiro de cocô de cachorro, mas a saudade...
Thais Zimerer
Escrito por Luna às 17h00
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
O Danilo
Acabei de chegar da maternidade, fui ver o Danilo. Tão fofo, tão joelho.
Fiquei emocionada. O paizão tá babando e acho que a ficha caiu (tomara!).
Dandan tá normal, passou muito bem e o parto foi cezárea.
Lembrei de quando meu filhote nasceu e me deu uma melancolia...
Danilo, que seu futuro seja brilhante e vc só traga alegrias pra sua mãe. Seja bem vindo!!
Escrito por Luna às 15h48
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Música, música e mais música!
Tirem um tempinho pra ouvir essa banda. A mina arrasa no vocal:
http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=18065
Escrito por Luna às 09h32
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Música é tudo! Esse clip é um sonho, vale a pena ver e ouvir:
http://www.pontoclip.com/Player.cranberries1.htm
Escrito por Luna às 13h14
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Karol
Essa aí é guerreira.
Nem bem chegou da Espanha e tá com a passagem de volta marcada (já estou com saudades “miga”).
Outra aquariana, eu não ia com a cara dela de jeito nenhum... Até conhecê-la, aí fudeu!!
Mora no meu coração e meu filho é apaixonado por ela.
Também, pudera! Um mulherão que foi pra Europa vestindo 50 e voltou vestindo 40!! Que inveja daquela barriguinha!!
Brincadeira inveja sadia viu?
Eu costumo chamá-la de A MÃE DA PINGA, ou então de BOB ESPONJA. Bebe...
Em tudo que ela põe a mão, a prosperidade avança. Amiga pra todas as horas, eu costumo dizer que ela é melhor que a minha sombra, pois não some na escuridão.
Companheira é companheira e filho da puta é filho da puta!!!
TE AMOOO!!
Beijos...
Escrito por Avassaladoras às 16h50
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Karina

Karina é minha irmã (uma das). Nossa estória é muito louca, pq nosso pai sempre foi cigano (tivemos a quem puxar, né mana?) e isso nos manteve distantes durante anos (27, para ser mais exata).
No início de 2005 elas (ela e a caçula) caíram de pára-quedas lá em casa. Eu pensei: - Putz, que merda... Vou ter que fazer sala uma semana!
Ledo engano! Eu simplesmente ADOREI as duas e a identificação com a Íris foi imediata. Desde então ela faz parte da minha vida e não perdemos mais contato.
Seu signo? Leia vc mesmo:
AQUÁRIO (23 jan a 22 fev) Você tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Adora novelas, se reunir em grupos e ser fashion. Se você é homem, cuidado! Os aquarianos são ótimos sindicalistas e estilistas, às vezes, ambos ao mesmo tempo.
Precisa dizer mais?
Fui...
Escrito por Avassaladoras às 16h28
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Thais
Escorpiana, 33 anos, bonita, situação financeira igualzinha a da maioria (pobre e endividada), estado civil temporariamente indefinido.
Tenho um filhote de 04 anos (lindo, lindo, lindo) que é a alegria da minha vida, e 04 amigas de muita garra e coragem; pessoas totalmente do bem que tenho o prazer de ter como amigas...
ESCORPIÃO (23 out a 22 nov) Você é o pior de todos: desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, frio, orgulhoso, pessimista, vicioso, cínico, fofoqueiro e traiçoeiro nos negócios. Você só ama sua mãe e a si mesmo. Aliás, alguns de vcs não amam nem a mãe! O escorpiano leva jeito para terrorista, nazista, dentista, fiscal da receita e juiz de futebol.
Aqui vamos rasgar o verbo, chutar o balde e botar a boca no trombone MESMO! Tipo “terapia em grupo”, sabe?
Espero que todas gostem da idéia e contribuam, usem esse espaço, DESABAFEM MULHERADA!!!
Beijos...
Escrito por Avassaladoras às 15h49
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|